Neste artigo sobre Design, tipografia e a invenção da imprensa vamos aprofundar um pouco mais sobre o assunto que iniciamos em profissão design de tipos , dessa forma podemos conceituar melhor o termo a ainda entregar uma informação valiosa.

Para começar vamos definir etimologicamente a palavra tipografia.

A palavra “tipografia” (do latim renascimental typographia) foi cunhada a partir dos elementos da língua grega τύπος [týpos], que significa “impressão”, e -γραφία [-graphía], “escrita” – Wikipedia

Wikipedia

Inicialmente, os tipos mais rudimentares foram criados pelo chineses, no entanto sua inovação aconteceu no século XV, através do alemão Johannes Gutenberg (1395 – 1468).

No seu modelo, Johannes Gutenberg desenvolveu tipos móveis aperfeiçoando a prensa tipográfica. Seu conceito, baseia-se na reutilização de tipos para compor diferentes textos.

Gutenberg inventou os tipos móveis fundidos em metal em 1455, porém já havia livros impressos na China e Japão em 1330, eles utilizavam tipos gravados em madeira.

Gutenberg não inventou a imprensa, para esclarecer, aperfeiçoou o processo que já era conhecido. Dessa forma, acelerou a confecção de livros na época.

O método utilizado por Gutenberg, consistia na fundição de metal, pois o processo iniciava com a fabricação de moldes-macho (punções).

Os moldes-macho em aço (mais duro), eram usados na gravação de outro molde mais macio, uma vez que as matrizes eram feitas de cobre.

O Resultado eram glifos negativos, assim a cavidade era preenchida com chumbo e antimônio a 300 ºC, o seu resfrio rápido permitia seu uso diversas vezes.

O tipos eram colocados no componedor, consequentemente era criada uma linha de texto, após isso eram guardados em caixas de forma organizada.

Gutenberg também criou a tinta e o papel específico para a impressão através de tipos móveis.

A tinta consistia na mistura de fuligem, resina e óleo de linhaça, porque sua viscosidade não atravessava o papel, permitindo o uso do verso.

A aplicação era realizada a partir do couro de cachorro forrado com crina de cavalo, o couro de cachorro tornou-se ideal devido a ausência de poros, uma vez que os cachorros transpiram pela língua e focinho.

O Profissional no passado

Os técnicos responsáveis pela atividade são conhecidos como tipógrafos (ou designers especializados).

Os gravadores de tipos ou puncionistas, eram chamados assim os designers de tipos.

Designers de tipos e puncionistas Claude Garamond e Giambattista Bodoni, criaram fontes clássicas que até hoje são estimadas.

A composição manual foi mecanizada no fim do século XIX com a criação do linotipo (Ottmar Merghenthaler) e monotipo (Tolbert Lanston).

Enormes e complexas máquinas que fundiam e alinhavam tipos de chumbo a partir do texto selecionado em um teclado.

O termo linotipo passou a designar essas máquinas e seu operador linopitista. Em 1940, começou a surgir a fotocomposição, usando matrizes fotográficas.

Nos anos 60 e 70 o “offset” tornou-se popular, ultrapassando o uso do linotipo.

Nessa época, surgiu a impressão por letras transferíveis (transfer), bastante acessível, mas limitadas para pequenos textos, amplamente utilizada por designers e publicitários.

Nos anos 90, com o crescimento da computação gráfica, a tipografia tornou-se mais comum para o uso e criação de novos tipos por parte de designers e leigos.

A popularização de fontes tipográficas possibilitou o surgimento de projetos tipográficos mal elaborados e deficientes, em contrapartida exigiu uma melhor especialização por parte de designers, que além de avaliar a aplicação de fontes, tornaram o mercado ainda mais exigente.

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Do It Arts por Denis Solano